A UE não compra apenas carne; ela compra rastreabilidade, sustentabilidade e segurança extrema. Ela exige que saibamos exatamente de qual pasto veio aquele animal. 

   A maior diferença para o mercado europeu é o SISBOV (Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos). É o rigor na rastreabilidade que exige:

   Exigências da UE:

No campo (produção)


No frigorífico (processamento)


Logística e documentação


Exigências técnicas da UE

O Desafio de 2026: Sustentabilidade

   A grande mudança implementada recentemente é a integração dos dados de satélite com a guia de transporte animal (GTA). Se houver um pixel de desmatamento na fazenda após 2020, a carga é bloqueada automaticamente pelos sistemas europeus.

   Exportar para a UE exige uma gestão de dados tão eficiente quanto a gestão do frigorífico. Se o papel (ou o dado digital) não estiver perfeito, a carne não desce do navio.


FSSC 22000

   Na Europa os grandes varejistas (Carrefour, Tesco, Lidl, Aldi, Mercadona) detêm um poder enorme. Eles raramente compram de fornecedores que não possuam uma certificação reconhecida pelo GFSI (Global Food Safety Initiative), sendo que a FSSC 22000 é uma dessas normas reconhecidas.

   A legislação europeia coloca a responsabilidade civil e criminal sobre o importador caso ocorra um problema de segurança de alimentos. Para se protegerem, os importadores europeus exigem a FSSC 22000 como prova de que o exportador brasileiro faz uma gestão de riscos rigorosa. 

   A UE é o bloco mais exigente do mundo em rastreabilidade. A estrutura da FSSC 22000 facilita imensamente o atendimento aos requisitos de rastreabilidade.